Resenha: A Maldição do Tigre - Colleen Houck

Então, gente, essa resenha foi escrita -e postada- a bastante tempo já. Porém, quando a postei, o livro ainda não tinha saído no Brasil, então decidi repostá-la agora, na esperança de que quem não leu antes, por ser um livro ainda não disponível aqui, possa se interessar por ler agora e quem já leu goste de relembrar um pouquinho sobre esse livro que eu adorei. Além da resenha, vem também a entrevista com a autora, Colleen Houck. Divirtam-se!


Review: Tiger's Curse - Colleen Houck
Editora Arqueiro


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Sinopse:
Paixão. Sorte. Lealdade.
Você arriscaria tudo isso para mudar seu destino?
A última coisa que Kelsey Hayes pensava era que ela passaria esse verão tentando quebrar uma maldição indiana de 300 anos. Com um tigre branco misterioso chamado Ren. Do outro lado do mundo. Mas foi exatamente isso o que aconteceu. Face a face com as forças obscuras, magia fascinante e mundos místicos onde nada é o que parece, Kelsey arrisca tudo para desvendar uma profecia antiga que poderia quebrar a maldição para sempre.


Tiger's Curse é um livro que te envolve rápido. A narrativa é simples e de fácil leitura, te fazendo mergulhar rápido no mundo criado por Colleen Houck.

Enfim, a história começa com a Kelsey, a protagonista -ok, essa foi meio óbvia-, arranjando um emprego num circo, e então entramos com ela no dia-a-dia da vida circense, e essa parte acaba nos cativando tanto que não tem como evitar se sentir triste por terminar tão rápido.



Ok, voltando ao enredo do livro, a Kelsey passa a ajudar com várias tarefas pequenas no circo, inclusive alimentar o tigre branco, Dhiren, também conhecido por Ren, para quem passa a ler poesias e livros no geral, e eles acabam desenvolvendo uma certa amizade, até aonde a amizade entre uma garota e um tigre pode ir.

Então, pouco tempo antes do fim da temporada no circo na cidade, um indiano acaba comprando Ren em nome do seu chefe, um homem indiano muito rico... e misterioso. Ele então convida Kelsey para ir com ele e com Ren para a Índia, afim de levá-lo até a reserva natural em segurança, uma vez que ele próprio não pode acompanhar o tigre até o fim da jornada.

A partir daí a narrativa começa a correr, e nos vemos perdidos na floresta indiana junto com Kelsey e Ren, que é, na verdade, príncipe Dhiren, um príncipe que foi, 300 anos atrás, transformado em tigre por uma maldição, de forma que a cada 24 horas, só pode se tornar humano novamente por 24 minutos. E Kelsey pode ser a garota designada por uma deusa para livrá-lo da maldição.

O livro é cheio de aventura, e às vezes temos que parar de ler pra respirar, porque nos sentimos vivendo cada momento perigoso e cheio de mitologia e templos indianos, passando por cada ‘teste’.

Ao mesmo tempo, o livro consegue ser romantico e doce, acho que porque Ren é assim, mas não se enganem. Apesar da autora ter dito várias vezes que se inspirou em Crepúsculo, a Kelsey nada tem de Bella Swan. Ela é determinada e toma decisões por si mesma, e não tem medo de se arriscar para ajudar os outros, e se joga de corpo e alma (e coração) nas aventuras mais loucas. Ou seja: trama incrível, personagens ótimos e misturas incríveis de amor, aventura, tigres e maldições em templos de uma cultura milenar. Dá pra perder?

Não deixem de ler Tiger’s Curse, que deve sair no Brasil ainda esse ano pela Editora Arqueiro.



Entrevista

Guria que Lê: Como se deu o seu primeiro contato com a literatura tanto na posição de leitora quanto de escritora? Houve algum fator determinante que lhe fez desejar escrever e desde quando teve inicio essa paixão?
Colleen Houck: Minha mãe sempre nos levou na biblioteca uma vez por semana no verão. Eu me sentia rica podendo escolher o que eu quisesse ler e levando o livro pra casa por uma semana inteira. Foi ela que me apresentou a leitura e me deu alguns dos meus favoritos, incluindo a série Little House on the Prairie, de Laura Ingall. Eu comecei a escrever quando descobri que não podia ter filhos. Comecei com livros de criança sobre meu cachorro e então criei um livro de receitas de cinco gerações da minha família. A saga Tiger aconteceu depois de ler a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Estava inspirada pelo romance épico dele e coloquei o lápis no papel naquele dia.


Guria que Lê: Tiger's Curse é inspirado na mitologia indiana. Como surgiu seu interesse por essa cultura milenar? E quais as dificuldades ou facilidades ao utilizá-la para a construção de seu enredo?
Colleen: Só escolhi a Índia depois. Eu queria um belo príncipe então eu sabia que minha história não se passaria nos EUA. (Nós realmente precisamos ter uns príncipes nos EUA, em minha opinião). Depois de escolher um tigre branco para minha história de Bela e a Fera, a pesquisa me levou à Índia. Descobri que todos os tigres brancos descendem de um filhote capturado na Índia, e foi assim que eu entrei na parte da mitologia e da cultura indianas.


Guria que Lê: Os personagens do livro são peculiares e bem distintos daqueles que comumente encontramos nos livros do gênero. Como foi o processo de criação? Há alguma influência de outras obras literárias?
Colleen: Acho que ter a maior parte da história se passando em outro país empresta uma sensação diferente para os personagens. Também meus heróis nasceram em uma Era diferente e não viveram como homens no mundo moderno. Isso dá a eles certo charme, eu acredito. Cada um dos meus livros tem um toque de Shakespeare. [Tiger's] Curse tem alguns elementos de Romeu e Julieta. [Tiger's]Quest tem partes de Sonho de uma Noite de Verão, e [Tiger's] Voyage tem um pouco de A Megera Domada.


Guria que Lê: Muitos autores possuem costumes e manias que sempre se repetem antes ou durante o processo de escrita. Conte para seus futuros leitores se você possuem algum e como ele surgiu.
Colleen: Sempre acendo uma vela quando escrevo. Velas Yankee [aromáticas, da Yankee Candles Co.] são minhas favoritas. Isso me lembra de incorporar os cinco sentidos nos meus livros. Se meu personagem não sente, cheira, vê, prova ou escuta [o que acontece], então o leitor também não. Eu também ando e escuto a playlist do meu livro todo dia para me ajudar a entrar no 'clima' para escrever.


Guria que Lê: Tiger's Curse é um livro envolvente e cujo enredo se desenvolve de maneira rápida e natural, porém isto não reflete sempre o seu processo de criação. Como foram os meses de produção do livro? Houve muitos momentos em que a trama da história lhe escapava pelos dedos ou, assim como a leitura, tudo fluiu de maneira espontânea?
Colleen: Sou boa em criar uma trama. Soube a trama básica da série toda desde o primeiro dia, mas eu também deixo espaço para o processo criativo. Posso ter uma ótima ideia e vir com cinco monstros para o livro, mas só usar três, por exemplo. Então enquanto esboço o livro tenho um capítulo chamadoInserir Monstro Aqui ou Inserir Capítulo do Templo de Durga, que mais tarde mudam para bons títulos. Esses livros são longos, mas eu terminei [Tiger's] Curse e [Tiger's] Quest em mais ou menos sete meses, enquanto trabalhava com dedicação exclusiva. [Tiger's] Voyage levou um pouco mais e [Tiger's]Destiny é meu mais longo até agora, com mais de um ano e meio. Para ser justa, no entanto, publicar três livros em um ano tirou muito do meu tempo livre. Ás vezes eu penso muito sobre uma trama, mas nunca por mais de um dia. Eu consigo, normalmente, pensar em algo muito rapidamente.


Guria que Lê: Em geral, para nós brasileiros, o panorama editorial internacional não é conhecido e alguns até o consideram mais fácil. Quais são suas impressões a respeito do caminho que trilhou desde o primeiro instante que tentou publicar Tiger's Curse até o reconhecimento que vem aumentando a cada dia?
Colleen: Na verdade, atraí o interesse de editores internacionais primeiro. Tiger's Curse, Quest eVoyage foram vendidos para China, Coréia e Tailândia antes de eu ter até mesmo um agente ou editor americano. Minha esperança é de que tenha criado uma história que vá ressoar não só nos EUA, mas no mundo todo. Escrevi sobre muitas pessoas e culturas das quais eu não tenho nenhum conhecimento em primeira mão e meu desejo é de que minha audiência internacional sinta que eu tratei os personagens e culturas com respeito. É maravilhoso ver quão longe meus tigres chegaram e eu tenho grandes esperanças de que eles vão "saltar" nos corações de muitos, muitos mais.


Guria que Lê: O segundo volume do livro já está em pré-venda e em breve teremos também uma edição nacional da obra. Já é possível prever quantos volumes serão ao todo e o que os seus futuros leitores poderão esperar desta instigante história?
Colleen: Sim. Serão cinco livros na série e talvez um spin-off. O terceiro livro se chama Tiger's Voyagee vai ser publicado nos EUA no dia primeiro de novembro de 2011. Estou escrevendo atualmente Tiger's Destiny (quarto volume), e então haverá Tiger's Dream, livro cinco.


Proseando...
  • Literatura é uma fuga.
  • Quando escrevo preciso de silêncio absoluto.
  • Livros são minha fonte favorita de diversão.
  • O que mais me inspira é minha família.
  • Fecho o livro para sair em um encontro com meu marido.
  • Vai para a cabeceira The Tales of India, de Rudyard Kipling
  • Estou folheando Mythology of the World.
  • Quero na minha estante cópias autografadas da série Crepúsculo.
  • Admiro as palavras de grandes poetas.
  • O gênero literário que mais me empolga é YA.
  • Um livro “E o vento levou”.
  • Um personagem Scarlett O’Hara.
  • Um(a) autor(a) J. K. Rowling
  • Citação favorita: "Seja a mudança que você quer ver no mundo."
  • Sonho com Tigres.
  • Tiger's Curse é para mim meu legado.


Espero que vocês tenham gostado de "revisitar" esses posts e que, aqueles que ainda não leram A maldição do Tigre, leiam! 


3 comentários:

Vulcka disse... [Responder comentário]

Ahh, que bom!
Eu já tinha lido a resenha da outra vez e ficado na vontade, já que ainda (a esperança é a última que morre) não consigo ler em inglês. Que bom que vai sair no Brasil \o/

Mireliinha disse... [Responder comentário]

Tô bem curiosa pra ler A Maldição do Tigre *-*
E que capa linda, hein?¹

Parabéns pela entrevista :D

:*
Mi
Inteiramente Diva

Beatriz disse... [Responder comentário]

Comprei ontem meu exemplar *-*
Estou bem ansiosa pela leitura. J.K é realmente diva!

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