Mulheres Solteiras Não São de Marte – Letícia Vidica

 

 

 

 

 

“Qual o problema de NÃO ter namorado?

Às vezes me sinto como se fosse de outro planeta. Marte, talvez! Porque eu acho que só as mulheres de Marte não têm namorado e têm o livre arbítrio de estarem solteiras por vontade própria.”

Mulheres Solteiras Não São de Marte, página 22

 

 

Os contos de fadas nos fazem sonhar com aquele belo príncipe encantado, que virá em um cavalo branco para nos resgatar das garras da bruxa má... E Diana luta por isso! Mas ao invés de príncipes, ela encontra sapos montados em dragões. Essa é a vida de Diana e suas duas amigas – todas solteiras – na busca eterna pelo cara certo e o romance eterno e digno de final feliz.

 

Diana tem 29 anos, é publicitária, dona da própria vida e solteira por (falta de) opção! Até aí, nada estranho, a não ser que ela não cansa de buscar o tão sonhado príncipe encantado. Ao lado de suas inseparáveis amigas, Betina e Lili, ela vive o cotidiano entre as frustrações do trabalho, as cobranças da família e as dificuldades de sua vida amorosa, questionando-se, se ser solteira é bom ou ruim e o quanto a sociedade a pressiona para mudar este status. Afinal, ser solteira não é coisa de outro mundo... e muito menos de Marte!

 

Se você achava que está sozinha (e solteira) no mundo, está muito enganada! Diana, Lili e Betina estão aqui para te mostrar que ainda há esperança (ou como minha mãe diz “uma luz no fim do túnel”) para se encontrar o tal príncipe encantado! Apesar dessa espécie de Homo sapiens ainda ser desconhecida na vida real e só se manifestar nas melhores (ilusões) produções cinematográficas, as três garotas – cada qual a sua maneira – continuam na luta para encontrá-lo. Então, se você também faz parte desta (caçada) busca, bem-vinda ao mundo das solteiras e aproveite para rir da situações (e da desgraça alheia hehe) e se reconhecer na eterna busca pelo carinha certo!

 

“Minhas amigas estavam certas. Eu estava confusa. Ou melhor, nós, mulheres, somos confusas. Queremos sempre aquilo que não nos dão, e se nos dão, não queremos mais. se tenho o preto, quero o branco, se gelado, quero quente, se está inverno, quero verão... Ai, meu Deus, bem que Eva poderia ter facilitado.”

Mulheres Solteiras Não São de Marte, página 182

 

Leitura de auto-ajuda não é bem aceita pela maioria das pessoas. Eu, em contra prova, não tenho nada contra (mas também não sou a maior fã!), já que estou habituada a livros desse tipo. Então, quando recebi Mulheres Solteiras Não São de Marte, não fiquei ressabiada quanto ao que encontraria. Muito pelo contrário, fui ansiosa a ler mais algumas histórias, engraçadas e tristes, que estranhamente são reconhecidas por nós, mulheres.

 

Fiquei surpresa ao saber que a origem do texto se deu num blog – Papo de Calcinha – onde estas histórias foram narradas e agora, agrupadas neste livro. Sim, são histórias (no plural mesmo), pois se trata de um livro composto por vários contos, curtinhos e de fácil compreensão. A cada novo conto, uma nova passagem na vida de Diana, Lili e Betina, relatando suas angústias, esperanças e peripécias amorosas.

 

Voltado para as mulheres – de todos os tipos – o livro é uma espécie de chick lit da vida real, onde a leitora se sente familiarizada com os relatos das jovens. Mesmo não me ‘reconhecendo' em todos os contos (até porque grande parte do relatado nem condiz comigo), é impossível não se identificar com algo. E todas as diferenças entre Diana e companhia, dão um tempero a mais, ressaltando passagens engraçadas e inúmeras confusões em que se metem, por entrarem de cabeça e aproveitarem o momento sem pensar muito. Apenas curtem a vida e tentam ser feliz com aquilo que ela lhe dá... mesmo que seja um sábado a noite, em casa, no sofá, sozinha, de pijama, pantufa e agarrada numa tigela de brigadeiro (opa, isso sim me soou familiar! Hehe).

 

“Nós, mulheres, fomos criadas e condicionadas a sermos passivas. A esperar por tudo. Esperar pela primeira boneca, esperar pela primeira menstruação, esperar pelo primeiro beijo, pelo primeiro namorado, pela primeira transa, pelo primeiro chifre, pelo primeiro fora, pelo príncipe encantado... Enfim, a gente passa a vida toda esperando. Que ódio tenho da Eva! Se o problema fosse só esperar, tudo bem. Mas a gente espera, e sofre também. Tudo ao mesmo tempo.”

Mulheres Solteiras Não São de Marte, página 223

 

Letícia Vidica soube explorar temas bem conhecidos das mulheres e dar a eles uma visibilidade simples, objetiva e bem humorada, intercalando passagens como o gosto pelos canalhas (duvida que paira na minha mente sempre... PORQUE? hehe), crises de TPM, carências, crises existenciais, traições, indecisões, ciúmes, problemas financeiros, provas de amizade, discussões familiares e muito mais. Por se tratar de contos, o livro não possui uma cronologia e logo as histórias não são complementares. É uma leitura fácil e leve, de poucas páginas (de cinco a oito por conto) e muito cativante, por ser relaxante e divertido. Um passatempo agradável e uma descontração aos seus próprios sentimentos, além de encontrar algo que compartilhe algumas opiniões (nem um pouco favoráveis) com relação ao lado masculino. Para as mulheres, uma ótima dica para se identificar e ‘trocar figurinhas’ e para os homens, uma excelente forma de tentar compreender um pouco sobre o universo feminino. Super recomendo!!

 

“Talvez seja instinto feminino que se aflora em nosso DNA. Um instinto reprimido, que nossas famílias tentam esconder, mas é mais forte do que todas nós. Adoramos os canalhas.”

Mulheres Solteiras Não São de Marte, página 11

 

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O blog da autora e fonte que originou o livro mantém atualizadas as histórias das três garotas na busca pelo príncipe encantado. Uma maneira de matar as saudades e se divertir com o trio!

 

blogger logo

 

 

Título Original: Mulheres solteiras não são de Marte

Autora: Letícia Vidica

Ano de Lançamento: 2011

Número de Páginas: 288 páginas

Editora: Universo dos Livros

Onde Comprar: FnacSaraivaSiciliano

Sinopse: Diana, Lili e Betina são amigas inseparáveis. E assim como todas as mulheres elas gostam de conversar, passear, fazer compras e namorar. Mas é claro que o universo feminino não é feito só de coisas boas. Como em um papo descontraído no bar Diana vai contando seus problemas cotidianos e seus apuros nos relacionamentos com homens de todos os tipos: canalhas, grudentos, super-heróis, traidores, fofinhos, príncipes, sapos e outros tantos babacas. Com certeza você irá se reconhecer em alguma (ou muitas) das histórias compartilhadas por essas amigas. Uma lição de vida e bom-humor que irá ajudá-la a superar, escapar e reconhecer o que cada homem tem para oferecer. Sem rodeios ou invenções. Baseado no blog Papo de Calcinha, este livro reúne uma coletânea das melhores histórias postadas no site, e algumas outras inéditas para você!

Avaliação: «««

9 comentários:

Mireliinha disse... [Responder comentário]

Hey xuxu!
AMEI sua resenha!Acho que deve ser um livro bem divertido né?! :D
Quero ler!

:*
Mi
Inteiramente Diva

Samantha disse... [Responder comentário]

Adoreiiiiiiiiiiii o// deve ser pq eu estou solteira uahsuash
Mas acho super gostoso ler livros de contos, são rápidos e passam a mensagem.
Só tá faltando o dimdim :( Aceito de presente tb ahuahsu

bjks
Sam

Camila Costa disse... [Responder comentário]

Já andei vendo muitas resenhas sobre esse livro, mas ainda nao sei se leria sabe; tbm n tenho nada contra auto ajuda, mas realmente n sou a amior fã hm/
quem sabe.. ^^
beijoo

Cabelos ao Vento

Nine Stecanella disse... [Responder comentário]

Oi Rê!
A confesso, sou um pouco cafona, fiquei morrendo de vontade de ler o livro. Até porque são contos, então é sempre bom ler algo diferente. Como você, não sou fã do estilo, mas fiquei curiosa e quem sabe em breve não leia. Resenha ótima como sempre.

Beijo! <3
http://janinestecanella.blogspot.com/

samara disse... [Responder comentário]

kkkkkkkkkk o q mas chamo minha atençao foi o jeito da narraçao pq tem uns trechos bem engraçados q vc coloko!!!
tbeim achei legal a autora
otimo livro amo ler contos
:D

Talita Camargo disse... [Responder comentário]

esse livro é demaisssssssssss

Bruna M. Silva disse... [Responder comentário]

Oi Rê... estou anciosa para ler o meu exemplar, já que eu também não tenho nada contra aut-ajuda, aliás já li bastantinho hehe.

Adorei a sua resenha! E realmente não tem como não se indentificar com algumas coisas! E eu tb me pergunto "Porque sempre tem que gostar do canalha?!"

Sei lá deve ser um karma. hahah

Beijos

Gisele disse... [Responder comentário]

O livro parece ser muito bom e engraçado!!!!!!!!
Mostra muito bem a verdade a vida das mulheres e seus problemas com relacionamentos..boa resenha!!!!!!

bjus

Laiara Martins disse... [Responder comentário]

Haaaahhh, super me identifiquei...
Quero comprá-lo agoooooora!!!
hahahah
Pre-ci-so dele!!!
haushushsushaushs
Sério, sem brincadeira, quero muito ler depois dessa resenha
E a Natália e Carol vao rirmuito qnd me virem com ele, pq Sim eu quero comprar!

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